Projeto Escolas Formadoras estimula novas práticas entre educadores

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Atividade na EM  Professora Alexandrina Santos Pita, em Pirajá

No começo, parecia uma invasão. Iam chegar em sua sala de aula para ver o que ela estava fazendo? A professora Viviane Cavalcante ficou com receio. Foi convencida pelo argumento de que seus alunos do 2o ano da Escola Municipal Risoleta Neves, em Saramandaia, iriam aprender mais. Quatro meses depois, está feliz de ter aceito o convite. “De verdade, hoje me sinto premiada”.

A escola de Viviane foi uma das doze escolhidas em Salvador para participar do projeto Escolas Formadoras. Durante quatro meses, uma equipe formada por representantes da Secretaria Municipal de Educação (SMED), Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP) e pelas Gerências Regionais de Ensino (GREs) acompanhou diretamente turmas do 1o e 2o ano, além de duas classes do 3o ano, para investigar as práticas dos educadores e aprofundar os estudos sobre a concepção de alfabetização discutida pelo projeto Nossa Rede.

Viviane conta como tudo funcionou na prática. Primeiro, ela precisava enviar com antecedência o planejamento detalhado de uma aula baseada numa das sequências do caderno de Língua Portuguesa do Nossa Rede. As educadoras à frente do projeto davam sugestões de melhorias e no dia combinado, acompanhavam o trabalho realizado em sala de aula. “No primeiro dia foi esquisito, porque a sala ficou cheia de pessoas estranhas. Mas todas foram muito atenciosas, me deixaram muito à vontade, e houve também o momento de preparar os meninos para aquela novidade. Vi que era um trabalho de parceria”.

Depois, a professora recebia as observações do grupo. Elas indicaram que seu planejamento era muito bom, mas que Viviane precisava investir mais nas intervenções diretas com cada aluno, para fazer com que avançassem. “Foram pontuando que com os pré-silábicos, por exemplo, eu poderia utilizar o apoio de um banco de palavras, para que fizessem associações. São práticas simples, mas que promoveram um crescimento meu e também da turma. Elas me deram a sagacidade de perceber as oportunidades em sala de aula para fazer essa diferença. É algo mágico”.

A mágica a que Viviane se refere também se transformou em números. No começo do ano, só 5 dos seus 25 alunos eram alfabéticos. No terceiro bimestre, 11 deles já tinham alcançado a hipótese alfabética de escrita. A professora apresentou esses resultados durante o III Seminário Regional de Educação e também durante o Grupo de Trabalho que reuniu educadores do Cabula, sua regional de ensino.

O objetivo é este mesmo, que o acompanhamento desenvolvido nestas escolas seja espraiado para as outras unidades de ensino da rede – não à toda, o projeto leva o nome de Escolas Formadoras.   Para auxiliar neste processo, alguma das aulas observadas foram filmadas. Os materiais de formação são complementados por registros das professoras e comentários reflexivos das coordenadoras.

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Reunião da equipe de acompanhamento na Orla

Além da EM Risoleta Neves, integram o projeto a EM Sebastião Dias (Centro), EM Professor Antonio Pithon Pinto (Subúrbio I), EM Professora Alexandrina Santos Pita (Pirajá), EM Amai Pró (São Caetano), EM Nossa Senhora da Paz (Itapuã), EM Antonio Carlos Magalhães (Orla), EM Nossa Senhora de Fátima (Subúrbio II – Ilhas), EM Oito de Maio (Subúrbio II – Continente), EM Vila Vicentina (Liberdade), EM Hilberto Silva  (Cidade Baixa) e a EM Professor Milton Santos (Cajazeiras).

O trabalho de acompanhamento começou em junho deste ano, quando ocorreu uma mobilização junto às unidades de ensino escolhidas, para que as professoras e coordenadoras pedagógicas conhecessem previamente todas as diretrizes do projeto. Os encontros diretos começaram no mês seguinte, em julho, e aconteceram uma vez por mês, totalizando quatro acompanhamentos em cada escola.

“Despertar profissional”

Na turma do 1o ano da EM Professora Alexandrina Santos Pita, em Pirajá, tinha um aluno que “dava muito trabalho”, nas palavras da professora Alexsandra Viana. Durante as aulas, ele gostava mais de brincar e bagunçar do que de estudar. Ela confessa que sempre pensava em propor outras atividades para ele, mas acabava deixando para depois. Um depois que demorava muito para chegar.

Com o projeto das Escolas Formadoras, Alexsandra viu que não precisaria fazer atividades específicas para o menino, mas mudar a forma como interviria para a sua aprendizagem. Para isso, viu que precisava planejar melhor as aulas, levando em conta os níveis de aprendizagem de cada aluno e prevendo intervenções mais direcionadas. “Ele teve um salto qualitativo muito grande. Me surpreendi. Foi espetacular! A gente às vezes comete o erro de não acreditar no aluno, de pensar: ‘ah, no próximo ano ele aprende’… Mas não pode ser assim. Até o comportamento dele na sala mudou. Toda a turma evoluiu muito”.

Ela mesma cresceu com o trabalho. Quando ouviu falar da ideia pela primeira vez, Alexsandra conta que não gostou da proposta, ficou com o “pé atrás”, mas agora deseja que o trabalho se estenda para outras escolas. “Mudei muita coisa na minha prática de alfabetização, estou planejando melhor as aulas. Nós precisamos sair do pilar do julgar para o do fazer. E é muito importante ter alguém que oriente essa mudança”.

Edileide Araújo, coordenadora pedagógica da GRE de Pirajá, acompanhou o trabalho na EM Professora Alexandrina e conta que sentiu ali a “vibração do aprender”. “Foi um processo de descoberta para todo mundo”. O que mais marcou Edilelide foi a mudança real que viu na sala de aula. “Caiu por terra aquela história de que a criança não aprende porque a família não incentiva, ou porque o menino tem problema cognitivo. A gente viu que aprende, sim! A questão é descobrir como aprende. Nesse sentido, foi um despertar profissional”.

Nas Atividades Complementares (ACs) de que participa, Edileide já mudou a postura com os coordenadores pedagógicos das escolas. Agora, quando senta com eles, reflete sobre o diagnóstico dos alunos, propõe um planejamento por níveis de conhecimento e intervenções direcionadas, para que todos avancem. “Com certeza, é mais trabalhoso para todo mundo, mas não é assim nenhum bicho de sete cabeças. É um processo lento, mas que dá resultados. É uma experiência que contagia”.

Avanços na rede

Elisabete Monteiro participa de uma aula na EM
Elisabete Monteiro participa de uma aula na EM Professor Milton Santos, em Cajazeiras

Elisabete Monteiro, coordenadora territorial do ICEP para Salvador, também ficou feliz com os resultados alcançados pelo projeto. “Houve mudanças não só na rotina das professoras, mas também na própria concepção de ensino. Percebemos também uma maior articulação dos coordenadores pedagógicos e o fortalecimento do acompanhamento direto realizado pela equipe da GRE nas demais escolas da rede”.

Prova disso é que Saionara Freire, coordenadora pedagógica da GRE da Orla, conta que há a intenção de ampliar a prática para outras escolas. “Esse projeto mostrou de forma clara que tem coisas que você só percebe quando está na sala de aula. Então, além das formações, esse olhar atento da equipe pedagógica é muito importante. Todos precisam andar juntos, para que os conhecimentos sejam fortalecidos”.

A coordenadora pedagógica Ionara Novaes, que integra a equipe técnica da SMED, também acompanhou encantada o projeto das Escolas Formadoras. “É muito emocionante ver o quanto os estudantes evoluíram nesse espaço relativamente curto de tempo. Você percebe realmente que é possível. Estamos todos de parabéns”.

As aulas filmadas pelo projeto também estão sendo utilizadas para tematizar os encontros de formação da equipe técnica da rede, dos quais Ionara participa. “Esse momento de reflexão sobre a prática é muito importante, amplia nossas concepções de alfabetização e promove o crescimento profissional.”

Para ela, um dos maiores ganhos deste processo é a aproximação entre os coordenadores pedagógicos e os professores. “Há cada vez mais o entendimento de que o coordenador pedagógico não é um fiscal, mas um parceiro. Isso é lindo de se ver. Todos trabalhando juntos para o principal foco, que é a aprendizagem dos estudantes. Tudo está retornando para a escola”.

Seminário reúne práticas exitosas da rede de Salvador

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No início do seminário, educadores fizeram uma grande roda no auditório

Lilia precisava apontar num texto a palavra “luminosa”, mas teimava em indicar o nome “brilhante”. A professora Eliana César, do 2º ano da Escola Municipal Senador Antonio Carlos Magalhães, na Orla, perguntou então com que letra as duas palavras começavam. “Com L, pró”, a menina respondeu. “Aqui ó, se você tirar essa bolinha [do b], é igual”. Crianças são assim mesmo, desafiadoras. Para fazer com que Lilia avançasse, Eliana partiu então para uma outra intervenção. Pediu que ela dissesse com que letra “luminosa” terminava. O “a” final era bem diferente do “e” de “brilhante”. Assim, a aluna conseguiu apontar para a palavra correta.

Intervenções didáticas como essa fizeram com que a turma da professora Eliana tivessem um avanço robusto. No começo do ano, só três dos seus 19 alunos eram alfabéticos. Hoje, a situação se inverteu. Apenas três estudantes da turma ainda não conseguiram alcançar a hipótese alfabética de escrita.

Eliana compartilhou essa experiência durante o terceiro Seminário Regional do projeto Nossa Rede, que aconteceu durante os dias 26, 27 e 28 de setembro reunindo, a cada turno, educadores de duas regionais de ensino de Salvador. O tema do encontro foi “O currículo Nossa Rede em sala de aula: reflexões sobre a prática”.

O trabalho feito em sala de aula por Eliana foi acompanhado de perto pela equipe da Secretaria Municipal de Educação (SMED) e do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP) por meio da ação Escolas Formadoras, que acontece em 12 escolas da cidade. O objetivo é fortalecer as orientações curriculares de Língua Portuguesa e Matemática trazidas pelos cadernos do Nossa Rede. No começo, Eliana confessa que ficou desconfiada, achando que seria “fiscalizada”, mas hoje se alegra pela oportunidade de refletir sobre sua prática a partir do apoio dado por toda a equipe e pelo avanço da turma. “Vi o tamanho do aprendizado possível, vi uma forma construtiva de aprendizagem. Hoje, me sinto muito mais segura, mais consciente. Sei que o planejamento precisa ser o nosso norte”.

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Educadoras se emocionaram durante apresentação no seminário

Outros dez educadores de Salvador apresentaram durante o seminário relatos qualificados do trabalho realizado a partir dos cadernos do Nossa Rede, que foram construídos coletivamente entre os meses de agosto de 2015 e junho de 2016. A professora Elienai Brito, da Escola Municipal Nossa Senhora da Paz, historiou o desempenho da sua turma desde o início do ano e mostrou como os alunos estão agora. “Minhas intervenções não eram com o objetivo de que as crianças escrevessem corretamente de imediato. Tinham o objetivo de ajudá-las a confirmar e confrontar suas hipóteses de escrita e, com isso, elas avançaram”.

Já a professora Viviane Cavalcante, ao lado da coordenadora pedagógica Adriana Souza e da gestora Luciene Guimarães, da Escola Municipal Risoleta Neves, fizeram uma apresentação com o tema: “Aprender em parceria: Intervenções em Pauta”, que mostrou um verdadeiro trabalho em equipe e provocou o silêncio atento do público.

A secretária de Educação, Joelice Braga, e a gerente de currículo, Gilmária Cunha, também participaram do encontro
A secretária de Educação, Joelice Braga, e a gerente de currículo, Gilmária Cunha, também participaram do encontro

Os últimos depoimentos do seminário vieram das professoras Liana de Melo Oliveira, da Escola Municipal Criança Feliz, e Andrea Vieira da Conceição, da Escola Municipal Desportiva Santa Rita. Elas emocionaram a plateia com o relato de como “mergulharam” seus alunos em práticas sociais de leitura e escrita, trazendo a literatura para dentro da sala de aula.

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Professores avaliam produção coletiva dos cadernos pedagógicos

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Na regional do Subúrbio II, as crianças fizeram uma apresentação especial para os educadores

Em nove meses de trabalho, tal qual uma gestação, os educadores da rede municipal de Salvador analisaram juntos quase 200 sequências didáticas para os cadernos pedagógicos de Língua Portuguesa e Matemática. Com a conclusão dos materiais destinados a alunos do 1o ao 5o ano do Ensino Fundamental I, o encontro de junho dos Grupos de Trabalho Regionais (GTRs) do Nossa Rede trouxe um apanhado da produção realizada e propôs uma avaliação de todo este percurso.

Nas reuniões que aconteceram em todas as dez regionais de ensino da cidade (Itapuã, Cabula, Subúrbio I, Cajazeiras, Cidade Baixa e Liberdade, Pirajá, Orla, São Caetano, Centro e Subúrbio II), os educadores listaram as transformações promovidas pela chegada dos cadernos nas escolas e também os desafios envolvidos neste processo.

Para a vice-diretora Gilmara Freitas, que participou do encontro na regional do Subúrbio II, realizada no Parque São Bartolomeu, o material produzido pela rede possibilitou que os professores não fiquem mais “presos” aos livros didáticos e invistam em orientações e intervenções didáticas bem direcionadas. A diretora Rosemary Souza concordou com ela. “O professor tem que planejar suas aulas. Não é só chegar na sala de aula e ‘passar folha’ do PNLD [Programa Nacional do Livro Didático]. Criou-se uma cultura de pesquisa”.

“Obra aberta”

Alguns pontos-fortes destacados pelo grupo do Subúrbio II foram a interdisciplinaridade dos cadernos, a possibilidade de que os alunos conheçam a cidade por meio do material e também a ênfase na produção dos estudantes. “Eles estão participando mais das aulas e se sentindo mais valorizados”, disse Sheila Azevedo, coordenadora pedagógica da EM Cidade de Itabuna, em Rio Sena.

Já Nívea Tupinambá, que também é coordenadora pedagógica na EM André Rebouças, destacou a riqueza do processo de produção coletiva e as trocas entre os educadores. “Nestes encontros, a gente sabe que não está caminhando sozinho”. Para ela, os cadernos são como uma “obra aberta”. “Nenhum material vai dar conta de tudo que precisa ser ensinado, isso é fato, mas os cadernos trazem uma mudança na forma de ver os conteúdos e focam na progressão da aprendizagem. As sequências didáticas são cíclicas, não se esgotam, e indicam um olhar generoso para as crianças, que são acolhidas seja qual for sua situação de aprendizagem em que estejam. É possível revisitar os conhecimentos sempre que for necessário”.

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Educadores discutem organização dos conteúdos nas sequências didáticas

Cybele Amado, diretora-presidente do ICEP, abriu o encontro do GTI
Cybele Amado, diretora-presidente do ICEP, abriu o encontro do GTI

A reunião de junho do Grupo de Trabalho Institucional (GTI) do Nossa Rede começou cheia de anúncios e novidades. A primeira delas, a de que aquele encontro não seria o último do grupo, como previsto inicialmente. No segundo semestre, o GTI continuará atuando no monitoramento e aprimoramento do uso dos cadernos pedagógicos pela rede de ensino e também na definição da nova diretriz curricular do município, cuja mudança começará do nome: a ideia é que o documento passe a ser chamado de “Intenções Curriculares”.

O grupo também irá acompanhar o programa de acompanhamento que o Nossa Rede implantará em 12 escolas de Salvador, que passam a ser chamadas de Escolas Formadoras. A experiência dará subsídios para a política de formação continuada de todos os educadores da rede, especialmente no que se refere ao uso dos materiais de Língua Portuguesa e Matemática, produzidos coletivamente pelos educadores e já concluídos.

Outra tarefa do GTI será contribuir com as novas orientações curriculares de História, Geografia e Ciências. Os marcos atuais destas disciplinas foram analisados por um grupo de especialistas do projeto, que já apresentaram suas pré-propostas de reformulação. As análises já estão disponíveis na plataforma do Nossa Rede e estão abertas para consulta e colaboração dos educadores de Salvador.

Feitos os anúncios, foi hora de partir para o trabalho, que teve um caráter para lá de formativo. Débora Rana, que coordena a equipe de Língua Portuguesa, dedicou o encontro a responder uma pergunta bastante frequente: onde estão, afinal, os conteúdos dos cadernos? E por que eles não aparecem listados no material?

Para Débora, essa ausência é uma das marcas de diferença dos cadernos produzidos pela rede. “Foi uma decisão que parte da nossa concepção de ensino e aprendizagem. É uma questão política”, afirmou. “As escolhas que fizemos de como organizar o conteúdo têm implicações  no sujeito que a gente forma”.

Relevância social

Os cadernos pedagógicos de Língua Portuguesa e Matemática se estruturam em sequências didáticas que buscam trazer relevância social para o que se ensina, abandonando os chamados “textos exclusivos da escola”, como o clássico “Eva viu a uva”, que, afinal, não diz nada a ninguém. A escolha está amparada e inspirada nas pesquisas da educadora argentina Delia Lerner, para quem é preciso romper o abismo entre a prática escolar e a prática social da leitura e escrita.

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Doze escolas de Salvador serão acompanhadas pelo Nossa Rede

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Elisabete Monteiro, coordenadora territorial do ICEP para Salvador, conversa com educadores

Como os cadernos pedagógicos de Língua Portuguesa e Matemática estão ajudando os meninos e meninas de Salvador a aprimorar os seus conhecimentos? Para responder a esta pergunta, uma nova frente de trabalho foi criada no projeto Nossa Rede. A partir de julho, doze escolas da cidade serão acompanhadas diretamente por uma equipe formada por representantes da Secretaria Municipal de Educação (SMED), Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP) e pelas Gerências Regionais de Ensino (GREs).

As escolas foram escolhidas a partir de critérios bem definidos– como a existência ou não de coordenadores pedagógicos, porte dos estabelecimentos e demandas relacionadas às aprendizagens dos educadores e alunos–,  para dar conta da diversidade da rede.

A ideia é fortalecer as orientações curriculares de Língua Portuguesa e Matemática trazidas pelos cadernos, além de fomentar a discussão de uma política permanente de acompanhamento na rede municipal de ensino.

Como a proposta tem um caráter formativo, as escolas acompanhadas passam a ser chamadas de “Escolas Formadoras”. São elas: EM Sebastião Dias (Centro), EM Professor Antonio Pithon Pinto (Subúrbio I), EM Professora Alexandrina Santos Pita (Pirajá), EM Amai Pró (São Caetano), EM Nossa Senhora da Paz (Itapuã), EM Antonio Carlos Magalhães (Orla), EM Nossa Senhora de Fátima (Subúrbio II – Ilhas), EM Oito de Maio (Subúrbio II – Continente), EM Vila Vicentina (Liberdade), EM Hilberto Silva  (Cidade Baixa), EM Professor Milton Santos (Cajazeiras) e a EM Risoleta Neves (Cabula).

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Professores concluem cadernos do quarto bimestre

Encontro na regional de Cajazeiras
Encontro na regional de Cajazeiras

O penúltimo encontro do semestre dos Grupos de Trabalho Regionais (GTRs) aconteceu num misto de orgulho pelo trabalho realizado até aqui e compromisso com a conclusão dos cadernos pedagógicos do projeto Nossa Rede. As reuniões foram realizadas entre os dias 16 e 20 de maio de 2016 em todas as dez regionais de ensino de Salvador (Itapuã, Cabula, Subúrbio I, Cajazeiras, Cidade Baixa e Liberdade, Pirajá, Orla, São Caetano, Centro e Subúrbio II).

Os encontros foram direcionadas à análise das sequências didáticas dos materiais do quarto bimestre do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental I. Vale lembrar que os cadernos da segunda unidade já começaram a chegar às escolas. Eles trazem atividades para garantir a construção do sistema alfabético de escrita pelos estudantes, para aprimorar os resultados obtidos por meio dos diagnósticos de leitura e escrita da rede.

Na regional de São Caetano, a professora Ilma Cristina Costa, da Escola Municipal Assistencial Nossa Senhora de Guadalupe, do Alto do Peru, falou sobre como o Nossa Rede está estimulando a autoestima dos educadores. “Nós ouvimos muito que os professores da rede pública não fazem um trabalho de qualidade, mas precisamos reformular esse pensar. Somos competentes. Quando fechamos a portinha da sala de aula, a responsabilidade da educação é nossa”.

Numa das sequências de matemática do caderno do 5º ano, a que trata da adição e subtração de frações, a vice-gestora Isis Ceuta, da Escola Municipal Austricliano de Carvalho, na Fazenda Grande do Retiro, sugeriu a inclusão de um jogo de cartas, para que os alunos encontrem nas mãos dos colegas pares de frações equivalentes.

Professores analisam sequências didáticas no GTR de São Caetano
Professores analisam sequências didáticas no GTR de São Caetano

Já para o caderno de Língua Portuguesa, na sequência que explora os romances de cavalaria, Isis sugeriu que fossem incluídas indicações de vídeos, filmes e jogos para ambientar os estudantes na Idade Média, já que este não é um conteúdo do Ensino Fundamental I. “Também é importante que o professor veja esse momento como uma oportunidade de fazer paralelos entre a era medieval e os dias atuais”, disse. Nesta atividade, os estudantes irão escrever o capítulo final da clássica história do Rei Arthur, e a ideia é que a produção seja “lançada” com um dia de autógrafos reunindo professores, estudantes e a comunidade.

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Diagnósticos de matemática são tema do encontro de formação

O encontro reuniu coordenadores pedagógicos e diretores escolares
O encontro reuniu coordenadores pedagógicos e diretores escolares

Com as diretrizes já definidas para o monitoramento dos diagnósticos de sistema de escrita da rede municipal de ensino de Salvador, os diretores escolares e coordenadores pedagógicos puderam começar a pensar em como avaliar as compreensões que os estudantes têm a respeito do sistema de numeração. Em maio, os encontros de formação continuada do projeto Nossa Rede foram dedicados a pensar estratégias para realizar os diagnósticos de matemática, fundamentais para nortear o trabalho dos professores e para acompanhar a aprendizagem dos alunos.

As reuniões aconteceram entre os dias 9 e 10 de maio de 2016 em todas as dez regionais da cidade (Itapuã, Cabula, Subúrbio I, Cajazeiras, Cidade Baixa e Liberdade, Pirajá, Orla, São Caetano, Centro e Subúrbio II).

A formadora Clara Coelho, da Orla, destacou logo no comecinho do encontro que os alunos devem operar o sistema de numeração “por ideia”, compreendendo o que os números representam, e não simplesmente por meio de contas armadas, num processo mecânico de repetição. “Todas as sequências dos cadernos pedagógicos do 1o e 2o ano convocam para que o aluno compreenda o sistema de numeração decimal”, lembrou Clara.

É com estas crianças, do 1º e do 2º ano, que o Nossa Rede propõe que sejam feitos diagnósticos para descobrir suas hipóteses numéricas. Para isso, a proposta é realizar um ditado de números, que não poderá ser aleatório. Durante a formação, a dupla gestora definiu alguns deles, a partir de orientações como a escolha de números de uso frequente e outros mais complexos, que permitam comparar a escrita de um número conhecido da criança com um novo.

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