Diagnósticos de matemática são tema do encontro de formação

O encontro reuniu coordenadores pedagógicos e diretores escolares
O encontro reuniu coordenadores pedagógicos e diretores escolares

Com as diretrizes já definidas para o monitoramento dos diagnósticos de sistema de escrita da rede municipal de ensino de Salvador, os diretores escolares e coordenadores pedagógicos puderam começar a pensar em como avaliar as compreensões que os estudantes têm a respeito do sistema de numeração. Em maio, os encontros de formação continuada do projeto Nossa Rede foram dedicados a pensar estratégias para realizar os diagnósticos de matemática, fundamentais para nortear o trabalho dos professores e para acompanhar a aprendizagem dos alunos.

As reuniões aconteceram entre os dias 9 e 10 de maio de 2016 em todas as dez regionais da cidade (Itapuã, Cabula, Subúrbio I, Cajazeiras, Cidade Baixa e Liberdade, Pirajá, Orla, São Caetano, Centro e Subúrbio II).

A formadora Clara Coelho, da Orla, destacou logo no comecinho do encontro que os alunos devem operar o sistema de numeração “por ideia”, compreendendo o que os números representam, e não simplesmente por meio de contas armadas, num processo mecânico de repetição. “Todas as sequências dos cadernos pedagógicos do 1o e 2o ano convocam para que o aluno compreenda o sistema de numeração decimal”, lembrou Clara.

É com estas crianças, do 1º e do 2º ano, que o Nossa Rede propõe que sejam feitos diagnósticos para descobrir suas hipóteses numéricas. Para isso, a proposta é realizar um ditado de números, que não poderá ser aleatório. Durante a formação, a dupla gestora definiu alguns deles, a partir de orientações como a escolha de números de uso frequente e outros mais complexos, que permitam comparar a escrita de um número conhecido da criança com um novo.

Diretores e coordenadores também foram convocados a conversar com os professores sobre como tratar os resultados dos ditados, com a ajuda de um vídeo. “Cabe aos professores favorecer os bons conflitos que surjam daí, mostrando, por exemplo, que as posições da escrita dos números não é aleatória. Precisamos sair do certo ou errado e investir em situações-problema que mobilizem o conhecimento”, disse Clara.

A coordenadora pedagógica Tatiana Santos, da Escola Municipal Santa Terezinha, no Alto da Terezinha, lembrou que algumas vezes os alunos operam com números, mas não entendem o sistema numérico, daí a importância da aplicação este diagnóstico. “Essas formações estão sendo maravilhosas. Eu estou reproduzindo os materiais que recebo aqui para compartilhar com os professores, para que eles possam se apropriar desse conhecimento”.

Os educadores foram convidados a trazer os resultados dos diagnósticos de matemática no próximo encontro de formação, que acontece em meados de julho, por conta do recesso escolar.

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