Doze escolas de Salvador serão acompanhadas pelo Nossa Rede

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Elisabete Monteiro, coordenadora territorial do ICEP para Salvador, conversa com educadores

Como os cadernos pedagógicos de Língua Portuguesa e Matemática estão ajudando os meninos e meninas de Salvador a aprimorar os seus conhecimentos? Para responder a esta pergunta, uma nova frente de trabalho foi criada no projeto Nossa Rede. A partir de julho, doze escolas da cidade serão acompanhadas diretamente por uma equipe formada por representantes da Secretaria Municipal de Educação (SMED), Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP) e pelas Gerências Regionais de Ensino (GREs).

As escolas foram escolhidas a partir de critérios bem definidos– como a existência ou não de coordenadores pedagógicos, porte dos estabelecimentos e demandas relacionadas às aprendizagens dos educadores e alunos–,  para dar conta da diversidade da rede.

A ideia é fortalecer as orientações curriculares de Língua Portuguesa e Matemática trazidas pelos cadernos, além de fomentar a discussão de uma política permanente de acompanhamento na rede municipal de ensino.

Como a proposta tem um caráter formativo, as escolas acompanhadas passam a ser chamadas de “Escolas Formadoras”. São elas: EM Sebastião Dias (Centro), EM Professor Antonio Pithon Pinto (Subúrbio I), EM Professora Alexandrina Santos Pita (Pirajá), EM Amai Pró (São Caetano), EM Nossa Senhora da Paz (Itapuã), EM Antonio Carlos Magalhães (Orla), EM Nossa Senhora de Fátima (Subúrbio II – Ilhas), EM Oito de Maio (Subúrbio II – Continente), EM Vila Vicentina (Liberdade), EM Hilberto Silva  (Cidade Baixa), EM Professor Milton Santos (Cajazeiras) e a EM Risoleta Neves (Cabula).

O acompanhamento será realizado nas turmas do 1º e 2º anos por um período inicial de quatro meses, até outubro de 2016. Nesta primeira etapa, o foco prioritário do trabalho será refletir sobre as práticas de alfabetização da rede, já que os resultados trazidos pelos diagnósticos de leitura e escrita realizados no primeiro bimestre deste ano foram preocupantes. No 1º ano, mais de 80% dos estudantes estavam no nível pré-alfabético. No 2º e 3º anos, mais de 50% dos alunos também não sabiam ler e escrever adequadamente.

Elisabete Monteiro, coordenadora territorial do ICEP para Salvador, ressalta que os encontros não terão a finalidade de apontar erros, mas de “ampliar a discussão didática sobre alfabetização encarnada na sala de aula, com foco nas intervenções dos professores”.

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